A meditação é um elemento fundamental para viver a Quaresma, sendo um dos pilares dos "exercícios espirituais" que a Igreja recomenda intensamente neste "momento forte" de prática penitencial.
Aqui estão os pontos principais sobre a meditação durante este período:
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1. O Objetivo da Meditação na Quaresma
União com Cristo no Deserto: A Quaresma é o tempo em que a Igreja se une, por quarenta dias, ao mistério de Jesus no deserto, sendo a meditação o meio de penetrar nesse retiro espiritual.
Instrumento de Conversão: A meditação é descrita como uma "procura" (busca) do espírito para compreender o "porquê" e o "como" da vida cristã, visando suscitar a conversão do coração e fortalecer a vontade de seguir a Cristo.
Purificação da Mente: Ela serve para "purificar o coração por meio da fé", ajudando a remover afeições desordenadas e a reorientar a vida para Deus.
2. Como Praticar a Meditação (Método Prático)
A Tradição da Igreja detalha um método estruturado para a oração mental ou meditação, que pode ser aplicado com maior rigor na Quaresma:
Preparação Próxima: Iniciar com um ato de fé na presença de Deus, adoração e pedido de auxílio divino para tirar fruto da oração. (1)
Exercício do Intelecto: Ponderar uma verdade de fé (como um passo do Evangelho ou um mistério da vida de Cristo), buscando penetrar nela como quem busca "gemas escondidas debaixo da terra".
Exercício da Vontade: Da reflexão devem surgir afetos (arrependimento, gratidão, amor) e, crucialmente, propósitos concretos de emenda de vida.
Relação com a Vida: A meditação deve confrontar o que se lê com a própria realidade, perguntando: "Senhor, que queres que eu faça?".
3. Temas Recomendados para a Meditação Quaresmal
A Paixão de Cristo: É sugerido meditar nos exemplos de virtude que Jesus deu em Sua morte, especialmente naquelas que consistem em "não fazer, mas patir" (sofrer com paciência).
Os "Novíssimos": A meditação sobre a morte e o juízo é considerada uma "medicina utilíssima" para o desapego das vaidades do mundo e para manter o cristão no caminho da salvação.
A Palavra de Deus: A Igreja exorta à leitura frequente das Escrituras durante este tempo, para que se estabeleça um colóquio entre Deus e o homem.
4. Condições para uma Boa Meditação
Silêncio e Solitude: As fontes enfatizam que Deus costuma falar ao coração quando o retiramos da "turba" (multidão). Na Quaresma, recomenda-se buscar um "recanto de oração" para estar no segredo diante do Pai.
Humildade: A humildade é o fundamento da oração; reconhecer-se como um "mendigo de Deus" dispõe o coração para receber o dom da meditação.
Vigilância: Manter o coração recolhido e atento à presença de Deus, lutando contra as distrações que revelam a que coisas o nosso coração ainda está "amarrado".
(1) Orações
Rezar seguindo estes passos é como ajustar as velas de um barco antes de partir: primeiro, você reconhece o oceano (a presença de Deus); depois, saúda a força do vento e a imensidão do mar (adoração); e, por fim, pede ao Capitão que guie o leme para que a viagem não seja em vão, mas chegue a um porto seguro com uma carga valiosa (o fruto espiritual).
1. Ato de fé na Presença de Deus
A preparação próxima para a oração exige que o fiel se recorde de que Deus o vê e está presente em todo lugar.
Exemplo: "Meu Deus e meu Senhor, creio firmemente que estais aqui presente, dentro e fora de mim, em cada lugar, por vossa imensa majestade".
Outra forma (Santo Agostinho): "Interrogo a beleza da terra, do mar, do ar e do céu... e todos respondem: 'olha-nos, somos belas'. Vós as fizestes, ó Senhor, e Vós estais perto de nós, pois em Vós vivemos, nos movemos e existimos".
2. Adoração
A adoração é o reconhecimento da grandeza de Deus e da pequenez da criatura.
Exemplo (Oração à Santíssima Trindade): "Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para firmar-me em Vós... que minha alma seja o Vosso céu, Vossa amada morada e o lugar do Vosso repouso. Que eu esteja aí toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda adorante, toda entregue à Vossa acção criadora".
Hino de Adoração (Santo Tomás de Aquino): "Adoro-te com devoção, ó Deus que te escondes, que sob estas figuras de verdade te ocultas: a Ti meu coração se submete inteiramente porque, ao contemplar-te, desfaleço por completo".
3. Pedido de auxílio divino para tirar fruto da oração
Este passo consiste em reconhecer a própria incapacidade de rezar sem a graça e pedir que a meditação resulte em conversão e propósitos concretos.
Exemplo (São Nicolau de Flue): "Meu Senhor e meu Deus, tirai-me tudo o que me afasta de vós. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo o que me aproxima de vós. Meu Senhor e meu Deus, desprendei-me de mim mesmo para doar-me por inteiro a vós".
A pergunta fundamental para a meditação: "Senhor, que queres que eu faça?".
Pedido Geral: "Senhor, peço o Vosso auxílio divino para me manter reverentemente em Vossa presença e para extrair desta oração o fruto necessário para emendar meus defeitos e crescer na virtude".
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